Dança dos Orixás Jerry D'oxossi

Dança dos Orixás Jerry D'oxossi

quinta-feira, 9 de julho de 2015

81- DEFUMAÇÃO

defumação com sálvia branca





 
Desde o instante em que as ervas principiam a germinar no seio da terra até o momento em que são colhidas, elas extraem do solo toda a sorte de minerais, vitaminas, proteínas, sais químicos e umidade, além de imantadas pelos raios solares, eflúvios elétricos e magnéticos provindos da própria Lua, além de impregnados do ectoplasma terráqueo, supercarregadas de éter-físico, prana e da energia vigorosa que é o fogo "kundalíneo".
         Algumas plantas são fontes prodigiosas de utilidades benfeitoras à humanidade, já na sua contextura física, como é a carnaubeira, vegetal da família das palmáceas. O homem pode extrair dela: açúcar, sal, álcool, ração para o gado, madeira para habitação, combustível para iluminar, resina para cola, medicamento para sífilis, úlceras, erupções e reumatismo. São mais de 40 utilidades já catalogadas nessa planta maravilhosa, cujo poder e serventia, considerados apenas no campo físico, ainda prolongam-se pelo mundo etéreo-astralino, num campo de forças incomuns!
         Enfim, todo o potencial que se elabora no seio da planta, durante os meses de sua vivência no solo seivoso da terra, depois é liberto em alguns minutos da defumação, projetando em torno um potencial de forças, que, além de sua manifestação propriamente física, ainda desagregam miasmas e bacilos astralinos disseminados no ambiente humano. A queima de ervas defumadoras também obedece a uma determinada disciplina mental ou concentração, atraindo a cooperação de espíritos de pretos-velhos, caboclos e bugres, simpáticos a tal processo tradicional de defesa psíquica, os quais ajudam a amenizar na limpeza das pessoas enfeitiçadas.
Considerando que a matéria é energia condensada em "descida" vibratória do mundo oculto, a defumação representa uma operação inversa ou liberação de energias, as quais passam a repercutir novamente nos planos etéricos e astralinos de onde se originaram. O perfume, ou a exalação natural das plantas, também age na emotividade e na mente do ser, pois o seu odor associa idéias e reminiscências místicas, conforme acontecia nos templos iniciáticos do Egito, da Grécia, Índia e Caldéia. A defumação composta de incenso, sândalo e mirra, tão tradicional e estimulante para o espírito, que produzia uma condição receptiva e inspirativa simultaneamente nos planos físico, astral e etéreo, ainda hoje é uma espécie de bálsamo espiritual, quando feita nos templos católicos.

Mas a defumação pode afastar espíritos mal-intencionados?

         RAMATÍS: - Há certos tipos de ervas cuja reação etérica é tão agressiva e incômoda, que torna o ambiente indesejável para certos espíritos, assim como os encarnados afastam-se dos lugares saturados de enxofre ou gás metano dos charcos. Aliás, as máscaras contra gases provam suficientemente quanto à existência de certas fumacinhas que também podem aniquilar os seres humanos!
         Há perfumes que inebriam determinadas pessoas, mas causam cefaléias, tonturas e até náuseas noutras criaturas. O odor ácido e picante do alho e da cebola, que aguça o apetite nas saladas das churrascarias, depois é detestado pela produção do mau hálito. Durante a queima de ervas produzem-se reações agradáveis ou desagradáveis no mundo oculto, porque, além de sua propriedade física, elas também libertam outras energias provenientes do armazenamento do éter e do magnetismo físico no duplo etérico do vegetal. O cheiro ou a exalação das ervas e flores que afetam o olfato dos encarnados também é um campo vibratório a influir fortemente nos desencarnados, e essas emanações fluídicas penetram diretamente no perispírito.
         Cada espécie vegetal no mundo possui a sua característica fundamental e atende a uma necessidade na Criação. A mesma seiva venenosa da cicuta, que mata, hoje serve benfeitoramente na medicina homeopática, curando convulsões, estrabismo, efeitos de comoção no cérebro ou da espinha. Deus não criou as espécies vegetais apenas como enfeites do mundo; pois elas atendem simultaneamente às necessidades da vida manifesta no plano físico, etéreo e astralino.
         Há plantas que atingem violentamente o perispírito dos próprios encarnados, como o "pau-de-bugre" ou aroeira, causando distúrbios alérgicos pela via comum do olfato; outras, como a maconha, o ópio, o cáctus "peyot", de onde se extrai a mescalina, produzem inúmeras seqüências psíquicas, desde a alucinação pela queda vibratória no baixo astral, até a visão deliciosa e deslumbrante do duplo etérico das cousas e seres do mundo terreno! Há vegetais cujas auras são pestilentas, agressivas, picantes ou corrosivas, que põem em pânico alguns desencarnados de vibração inferior. Os antigos magos, graças ao seu conhecimento e experiência incomum, sabiam combinar certas ervas de emanações tão poderosas, que traçavam fronteiras intransponíveis aos espíritos intrusos ou "pesados" que tencionavam turbar-lhes os trabalhos de magia!

  OUTROS BENEFÍCIOS:

A defumação é um recurso benéfico solicitado ao vegetal, que além de elevar a vibração psíquica do ser, ainda purifica o ambiente fluídico, assim como se fazia outrora nos templos egípcios, babilônicos, hindus e persas. Hoje, a defumação é fundamento nos templos rosacrucianos, lojas teosóficas, "tatwas" esotéricos, igrejas católicas, terreiros de Umbanda e reuniões de iogues. Trata-se de um recurso intuído pelos próprios mentores do Universo, para que o homem encarnado preencha com o odor agradável do vegetal o abismo vibratório existente entre os dois mundos da matéria e do espírito.
         A defumação sensibiliza a "psique", torna o ambiente agradável e estabelece um contato eufórico com o mundo oculto. Só as pessoas rudes ou confusas podem considerar a defumação benfeitora uma superstição ou dogma. Quantos espíritas, que condenam a defumação como um recurso infantil e supersticioso, no mesmo instante de sua crítica injusta queimam cigarros e cigarros, alimentando um vício censurável? Paradoxalmente, a criatura condena a queima de ervas odorantes que beneficia o ambiente tornando-o mais suave e fragrante, e suga a fumaça tóxica da nicotina do cigarro, que lhe hostiliza a delicadeza respiratória dos pulmões!



 Fonte: Magia de Redenção: Hercilio Maes, pelo espirito Ramatis

 Como fazer defumação?

Para fazer uma defumação correta só precisa de carvão em brasa, dentro de um turíbulo (incensório pequeno, geralmente feito de metal), ou outra vasilha de metal a escolher.  Jogue as ervas secas dentro (ou na parte de cima, dependendo do modelo de incensório) e vá defumando toda o ambiente. Faça suas orações ou cante pontos de defumação: Se for para limpeza espiritual, defume sempre de dentro para fora. Os resíduos da defumação podem ser jogados no rio, no lixo,  em qualquer lugar bem longe da casa, na encruzilhada, etc. Se for em casa, acenda uma vela para seu anjo guardião pedindo proteção. 

As Ervas nunca devem ser colhidas em lua minguante. Deixe secar naturalmente. Muito bom colocar tb incenso em pedras ; pó de café palha de alho e sal grosso na mistura de ervas. Use números de 3, 5 7 ou 9 ervas ( incluindo as misturas citadas nesse parágrafo).

Ervas para defumação: alecrim, alfazema, arruda, guiné, quebra-demanda, incenso, sálvia, anis-estrelado, folha de fumo, manjericão, loro, etc.

80- A FORÇA DO PENSAMENTO: ENFEITIÇAMENTO MENTAL



 

Qual é a diferença entre o feitiço verbal e o feitiço mental?

RAMATÍS: - Sem dúvida, quer seja feitiço verbal ou mental, o pensamento é sempre o elemento fundamental dessa prática maléfica, pois não existem palavras sem pensamentos e sem idéias. Quando o homem fala, ele mobiliza energia mental sobre o sistema nervoso, para então acionar o aparelho de fonação e expressar em palavras as idéias germinadas na mente. E o feitiço mental ainda pode ser mais daninho do que através da palavra, pois é elaborado demorada e friamente sob o calculismo da consciência desperta, em vez de produto emotivo do instinto incontrolável. O enfeitiçamento verbal produzido pela maldição ou pela praga pode gerar-se num arrebatamento de cólera, contrariedade ou desforra de natureza mais emotiva ou explosiva, produzindo mais fumaça do que ruínas! Faltando-lhe a premeditação, que confirma o impacto ofensivo, também pode ser menos prejudicial.

O feitiço mental, quase sempre, é fruto do ciúme, do amor-próprio, da frustração, vingança e humilhação, pois germina e cresce no silêncio enfermiço da alma e sob a consciência desperta do seu autor. O feitiço mental pode ser mais grave do que o feitiço verbal, porque fecunda-se na covardia silenciosa e ignorada do mundo profano. Quem amaldiçoa ou roga pragas, assume em público a responsabilidade de sua desforra intempestiva. Mas o que enfeitiça pela mente, resguarda-se no anonimato hipócrita e ainda continua a gozar de bom conceito público.

Qual é o processo ou mecanismo que faz o pensamento ferir à distância, movido por um veemente desejo de vingança?

RAMATÍS: - A mente humana, quando tomada de raiva, ódio, cólera, inveja ou ciúme, produz energias agressivas que perpassam pelo cérebro perispiritual e fazem baixar-lhe o padrão vibratório, alterando também as demais energias astralinas e etéricas que ali se encontram em circulação. Então, produz-se um fenômeno que podia ser definido por "coagulação" etéreo-astral, lembrando o caso da onda de frio que, ao atuar no seio da atmosfera do vapor de água, solidifica-o na forma de gotículas. Lembra, também, a corrente elétrica perpassando por uma solução salina, quando produz a precipitação verificada em laboratórios de química e física.
 As ondas mentais também ficam alteradas e intoxicam a própria atmosfera mental em torno do cérebro humano, produzindo substâncias que, baixando vibratoriamente, tornam-se nocivas e devem ser eliminadas do campo psíquico e áurico do homem. Mas elas, em vez disso, penetram na circulação humana afetando o sistema endocrínico, linfático, nervoso e sanguíneo, produzindo doenças de origem ignorada. Por isso, as criaturas violentas, coléricas, irritáveis, pessimistas, ciumentas, invejosas e que se injuriam facilmente, quase sempre são vítimas de alergias inespecíficas, urticárias, nefrites e eczemas neuro-hepáticos, surtos de disenteria ou hemorróidas, conseqüentes do desequilíbrio mental e descontrole psíquico. 1 Os hipocondríacos, por exemplo, são criaturas que vivem presas a infeliz círculo vicioso; elas alteram-se perturbando o psiquismo; e quando este desarmoniza, então adoece o fígado!

Da mesma forma, as ondas mentais, astralinas e etéricas viajam pelo mundo oculto até à pessoa objetivada, no seu impacto enfeitiçante e penetram-lhe na fisiologia do corpo provocando enfermidades.

formas-pensamento maléficos
 Um exemplo da diferença entre o pensamento elevado e o malévolo, em que um deixa resíduos e outro volatiliza-se no perispírito?

RAMATÍS: - Malgrado a exemplificação rudimentar, poderíeis supor dois fogões; um alimentado a lenha e outro a eletricidade; o primeiro deixa resíduos, como cinza e carvão, e o segundo permanece límpido, porque só usa a eletricidade que se volatiliza.
 
1 - Os tipos de eczemas são mais curáveis pela homeopatia e até por benzimento s, por causa de sua origem mais psíquica, geralmente afetando pessoas facilmente encolerizáveis. Entre os produtos homeopáticos para o tratamento de eczemas figuram Grafites, Rhus Tox, Anacardium, Petroleum e outros. No entanto, um dos mais terríveis eczemas pegajosos provindo de um insulto injurioso, em pessoa extremamente encolerizável, pudemos curá-lo com a homeopatia de Staphisagria, acrescida de Chelidonium Maf, como drenador. 


FONTE: MAGIA DE REDENÇÃO, Obra mediúnica ditada  pelo espírito Ramatís ao médium Hercílio Maes


  ENTÃO: ORAI E VIGIAI....VIGIAI SEUS PENSAMENTOS; EDUQUE-SE PARA PENSAMENTOS DE AMOR AO PRÓXIMO, DE FRATERNIDADE, DE CARIDADE, DE CUNHO ELEVADO; NÃO PLANTE SOFRIMENTO PARA VOCÊ MESMO.....DEUS OS ABENÇOE, SEMPRE. 
Nota da Blogueira

79- A PALAVRA TEM FORÇA: O QUE SIGNIFICA ENFEITIÇAMENTO VERBAL?


 

Que significa enfeitiçamento verbal?

RAMATÍS: - O enfeitiçamento ou a bruxaria, na realidade, pode efetivar-se pela força do pensamento, das palavras e através de objetos imantados, que produzem danos a outras criaturas. O enfeitiçamento verbal resulta de palavras de crítica antifraterna, maledicência, calúnia, traição à amizade, intriga, pragas e maldições. A carta anônima e até mesmo a reticência de alguém, quando, ao falar, dá azo a desconfiança ou dúvida sobre a conduta alheia, isso é um ato de enfeitiçamento. O seu autor é responsável perante a Lei do Carma e fica sujeito ao "choque de retorno" de sua bruxaria verbal, segundo a extensão do prejuízo que venha a resultar, das palavras ou gestos reticenciosos desfavoráveis ao próximo.
         A palavra tem força, pois é o veículo de permuta do pensamento dos homens, os quais ainda não se entendem pela telepatia pura, conforme acontece noutros planetas adiantados. 1 Consoante a significação, a intensidade e o motivo da palavra, ela também se reveste de igual cota de matéria sutilíssima do éter-físico, sobre aquilo que ela define. Quando a criatura fala mal de alguém, essa vibração mental atrai e ativa igual cota dessa energia das demais pessoas que a escutam, aumentando o seu feitiço verbal com nova carga malévola. Assim, cresce a responsabilidade do maledicente pelo caráter ofensivo de suas palavras, à medida que elas vão sendo divulgadas e apreciadas por outras mentes, atingindo então a vítima com um impacto mais vigoroso do que o de sua força original. O malefício verbal segue o seu curso, pessoa por pessoa, assim como a bola de neve se encorpa lançada costa abaixo!
 ............

Evidentemente, a pessoa que fala mal de outrem só por leviandade, há de ser menos culpada espiritualmente do que quem o faz por maledicência, inveja, sarcasmo, ódio ou vingança. No primeiro caso, as palavras não possuem a força molesta própria de uma deliberação malévola consciente. A criatura leviana é menos responsável do que a maldosa; porém, aquela que se concentra na ação deliberada de prejudicar alguém pelo pensamento, pela palavra ou pela bruxaria através de objetos preparados, movimentando forças tenebrosas contra o próximo, elabora ou cria o seu próprio infortúnio.
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Já no sentido contrário a palavra amorosa, construtiva e catalisadora de forças e emoções superiores, como é a expressão verbal "Deus-te-abençoe", vigoroso "mantram", que dinamiza na criatura a esperança e o júbilo espiritual. Assim como a praga ou a maldição de mãe, a de madrinha é força tenebrosa e mais destrutiva do que a proferida por estranhos, a bênção, no mesmo caso, também produz resultados mais sublimes e benfeitores. Com o magnetismo energético e hipnótico das palavras, podemos despertar energias e promover transformações miraculosas. Jesus levantava paralíticos com sua palavra criadora, desatando energias adormecidas e produzindo verdadeiros milagres. Há médicos inteligentes, que obtêm curas extraordinárias de seus pacientes, mobilizando palavras criadoras e dinamizando "formas-pensamentos" vigorosas, que combatem e destroem as acumulações fluídicas enfermiças. Cada letra, ou sílaba, além de sua ação vibratória no campo mental, astral e etérico do homem, ainda repercute em determinada região ou zona do seu corpo físico, onde produz as modificações mais sensíveis. Aliás, diz a ciência do mundo que o homem põe em movimento 72 músculos do corpo, cada vez que pronuncia uma só sílaba.
 
   1 - Vide o capítulo "Idioma, Cultura e Tradições", da obra A Vida no Planeta Marte e os Discos Voadores, Ramatís, Editora do Conhecimento.

Fonte: MAGIA DE REDENÇÃO, Obra mediúnica ditada  pelo espírito Ramatís, ao médium Hercílio Maes


78- ORAÇÃO: A PRETOS VELHOS, BAIANOS E BOIADEIROS




Amado(a) Preto(a) Velho(a),

De joelhos peço a vossa presença ao meu lado direito
e que através do meu lado sagrado, vós possa auxiliar-me
e amparar-me neste momento de minha vida.
Peço ao senhor(a) que me equilibre energeticamente e acalme meu coração, para que equilibrado eu possa direcionar meus pensamentos
e escutar as vossas palavras através do meu eu interior.
Os meus desejos e pensamentos já foram registrados
nas telas vibratórias divinas e já estou sendo irradiado
pelas esferas afins com meu estado de espírito
ao qual me encontro nesse momento.
Em sua imensa luz e sabedoria, interceda por mim,
para que eu possa ser auxiliado pelas hierarquias de luz a qual estou ligado.
Mostre-me meus erros para que consciente deles possa retificá-los.
Ó meu amado Preto(a) Velho(a), seja a guia que me conduzirá
a senda evolutiva do Divino Criador nesta terra de meu Deus,
remova todos os buracos, pedras e obstáculos que tem me prejudicado.
Nunca deixe faltar a sabedoria necessária para que eu possa tomar
as decisões certas e assim remover as situações que me perturbam;
Nunca deixe faltar saúde em meu corpo material,
pois sem ela não consigo viver dignamente nesta terra;
Nunca deixe faltar o alimento de todo dia;
Nunca deixe faltar esperança em realizar os meus sonhos e projetos;
Em sua morada espiritual, zele por mim nesta terra de meu Deus. Amém!
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Viva Olorum ! Viva as almas! Viva o Rosário de Nossa Senhora!
Valei-me as Almas Benditas, a força e a luz do Cruzeiro.
Virgem Maria com sua sagrada proteção, ilumina na força dos pretos velhos.
Pretos velhos padeceram ao pé da cruz para libertar seus filhos,
que nos traga a sabedoria e a paciência para todas as dificuldades.
Que não nos  falte o pão, a água e a fé.
Abençoe meu lar e a todos que precisam de luz.
Assim seja
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ORAÇÃO AOS BAIANOS
Por Luciana Mara Granzotti 9/7/2015

Saravá o Povo da Bahia, Saravá a todos os Baianos!

Que Nossa Senhora da Guia nos proteja de todo o mal desse mundo,
E nos conduza pelo caminho da fé, da caridade e da fraternidade,
E faça nascer em nossos corações o amor por todas as criaturas;
Que Nossa Senhora das Candeias ilumine nossos caminhos
protegendo nosso trabalho, nosso Lar, nossos familiares e amigos;
Que Nosso Senhor do Bonfim nos proteja e nos defenda
de todo mal dessa vida e nos mostre o caminho da paz, da retidão,
e o amor ao próximo, seja ele quem for;
Que a Força dos Baianos nos defenda, nos proteja e nos fortaleça,
cortando toda demanda, kimbanda, maldade, Quizilas,
maledicências e negatividades, protegendo nosso corpo físico e espiritual,
e que nos ensine a alegria da vida e a gratidão por tudo que nos é dado conforme nosso próprio merecimento e evolução!
Que assim seja e assim será !

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ORAÇÃO AOS BOIADEIROS

Jetruá amigo(a) boiadeiro(a)
Nobre caboclo (a), dono (a) dos campos e das pastagens,
Condutor (a) dos homens sofridos na terra batida.
Tu que guia teu gado pelas porteiras dos caminhos de Ogum,
que passa por rios, sob sol e chuva com seu berrante a anunciar tua chegada, com teu chicote em punho, hábil com o laço e não deixa demanda criar.
Ajuda-me nesta hora, abra as porteiras de meus caminhos,
traga no teu laço aqueles que me querem mal,
que na sua chibata haja justiça de minha causa,
que eu encontre em meus caminhos a solução para meus problemas.
Retira as demandas de minha vida com teu laço forte,
coloque teu chicote à frente dos meus inimigos,
que em meu caminho encontre somente porteiras abertas
para a minha passagem.
Salve os boiadeiros!
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ORAÇÃO AO SR BOIADEIRO !

             Em nome, OLORUM, dos Divinos Tronos, dos Sagrados Orixás,
dos Regentes da Lei Maior e da Justiça Divina,
do Sagrado Orixá da Lei o Sr. OGUM,
Eu invoco a linha dos Boiadeiros onde peço a presença
de meu protetor Boiadeiro ao meu lado
e peço-lhe que acolha esta prece e  me auxilie dentro do meu merecimento. 
Peço-lhe Sr. Boiadeiro que recolha todos os espíritos sofredores
que estejam me acompanhando ou ligados a mim,
cure e regenere seus espíritos despertando-os para o novo estado
em que se encontram no mundo maior.
Envolva-me em sua vibração ordenadora reequilibrando meu mental
e tudo e todos a minha volta, para que eu comece racionalizar
sobre tudo que esteja ocorrendo em minha vida.
Recolha todos os espíritos obsessores, desequilibrados, malignos
e seres infernais que estejam atuando negativamente contra mim
e meu familiares, enviando-os para os seus locais de merecimento
como determina a Lei Maior.
Corte e anule todas as demandas e trabalhos de magia negra
que estejam me prejudicando.
Afaste os inimigos encarnados e desencarnados, os conflitos, as guerras
e todas as ações negativas que estão em meu caminho.
Peço-lhe que me ajude a solucionar estes problemas
que estão me envolvendo e atrapalhando a minha vida.
Se essas ações provêm de ligações cármicas ou por afinidades
devido à minha má conduta, peço-lhe que auxilie a mudar
o meu modo de agir, de pensar e viver, para que de agora em diante
eu tenha sempre uma boa conduta.
Peço-lhe que ajude a recolher minhas próprias boiadas
que acabei deixando para trás no caminho da vida.
Abra os meus caminhos para que eu possa ter dias mais fartos,
mais prósperos, mais iluminados e mais harmoniosos.
Auxilie-me a suprir todas as deficiências e tudo o que me falta nos
Sete Sentidos de minha vida, para que eu possa me sentir pleno no Sentido:
DA FÉ, DO AMOR,  DO CONHECIMENTO, DA JUSTIÇA, DA LEI,

DA EVOLUÇÃO, da GERAÇÃO, para que assim eu continue forte e não fraqueje diante os obstáculos que encontrarei em minha vivência neste plano material. Peço-lhe que me coloque em equilíbrio com toda a criação divina.Conto com vossa FORÇA, LUZ e PERSEVERANÇA. Assim seja.


quarta-feira, 17 de junho de 2015

77- CAMPANHA CONTRA A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA


CHEGA DE VIOLÊNCIA GRATUITA;  CHEGA DE INTOLERÂNCIA; CHEGA DE PERSEGUIÇÕES, CHEGA DE OFENSAS; CHEGA DE AGRESSÕES; CHEGA DE DESRESPEITO, CHEGA DE IGNORÂNCIA, CHEGA DE CUIDAR DA CASA DE SEU VIZINHO.....ONDE ESTÁ A MÁXIMA PREGADA PELO CRISTO  "AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS AMEI " ?  DEUS É UM SÓ, NÃO IMPORTANDO O NOME QUE LHE SEJA DADO.....SOMOS TODOS FILHOS DESSE DEUS AMOROSO, MISERICORDIOSO.... PAZ É O QUE PRECISAMOS...



JUNTOS SOMOS MAIS FORTES
LÍDERES RELIGIOSOS - TODOS PELA PAZ
PAPA FRANCISCO E BABALAWO IVANIR DOS SANTOS EM VISITA AO BRASIL, RESPEITO

sábado, 23 de maio de 2015

76- CORRENTE MEDIÚNICA: O QUE SIGNIFICA "FIRMAR A CORRENTE" ?




Se você é pai no santo ou médium frequentador de algum terreiro, já deve ter pelo menos ouvido alguém dizer:  - "Olha a corrente, gente! Vamos concentrar"!
Você sabe realmente o que isso quer dizer? Muita gente (até as que falam) não sabe! O que é essa tal de "corrente"?
          Será uma corrente de ferro ou de fibras que se forma no invisível? Será uma corrente que vai prender os espíritos? Será? Será?
Na verdade, quando um dirigente (quando bem preparado) chama a atenção para a "corrente" é porque ele sentiu uma queda ou diminuição na energia ambiente (EGRÉGORA) que deve ser mantida pelos médiuns em um potencial elevado, de forma a manter os trabalhos em nível adequado, até mesmo por uma questão de auto-preservação.
          Numa gira de Umbanda ( e em outros cultos), um grupo de pessoas deve estar UNIDO POR UM MESMO IDEAL. Isso é a base de tudo!
         Criada a egrégora (pela união dos pensamentos direcionados aos mesmos fins), cada vez mais energias de mesma sintonia são atraídas para o ambiente. Essas energias somadas atuam imediatamente nas pessoas que ali estão, e em alguns casos, se for bem forte já começam a operar alguns "milagres", desde que as pessoas estejam em estado de recepção (concentradas no ritual e ansiando por receberem um bem).
         As entidades afins (os seres espirituais) penetram e até são atraídas para o interior. Entidades inferiores tendem a ser barradas por uma força invisível (a energia) que a princípio é incompatível com suas vibrações (isso se tudo estiver "correndo bem").

Obs.: se a corrente mediúnica estiver fraca, as pessoas com pensamentos confusos, dispersos, distraídos, ou com maus pensamentos, então um caos poderá se implantar, podendo ocorrer ataques de entidades inferiores que sempre esperam uma oportunidade para atrapalharem os trabalhos e até fazerem o mal as pessoas ali presentes – nota da blogueira.

Se uma entidade inferior for atraída para dentro da egrégora, ela fica de certa forma subjugada pela força desta e desse modo se consegue lhes dar um melhor encaminhamento para outros planos espirituais.
         As entidades afins usam parte dessa energia para auxiliar os que ali estão na medida de suas possibilidades.
           A técnica usada nos terreiros de Umbanda e Candomblé para formar a egrégora inicial (quando os grupos são bem dirigidos) está baseada nos rituais de "abertura".
          .............
Fazer com que a assistência de um terreiro participe ativamente ( assistência = nome dado ao publico em geral que procura ajuda- nota blogueira ), pensando positivamente, deve ser parte obrigatória de TODAS as giras de Umbanda. Essa, no entanto é uma prática esquecida e o que se vê em muitos terreiros é uma assistência quase sempre alheia, só participando em alguns momentos, de preferência quando vem ao encontro do que lhes interessa.
Dessa egrégora são retiradas as energias para a realização dos trabalhos, o que vale dizer que se essa energia não for forte o suficiente, o mínimo que pode acontecer é acontecer nada.
Por outro lado, se a corrente ou egrégora das "giras" não for suficiente, várias complicações podem acontecer com o passar do tempo, sendo que, o (a) dirigente, por ser o centro maior das atenções e para quem convergem as maiores quantidades de energia ali geradas e mesmo as trazidas pelos assistentes, é quem sofre, por assim dizer, as maiores conseqüências dos trabalhos realizados sem a devida segurança.

Muito sérias, são as conseqüência de uma corrente fraca num terreiro, fazendo com que muitos médiuns que não estão com o pensamento firme, positivo, e de elevado teor, saiam do terreiro piores do que quando entraram. (nota blogueira)

Baseado no texto: “Você sabe o que significa Egrégora?”, por “solkiinin”, em solkiinin@yahoo.com.br
Fonte: https://www.facebook.com/pages/Nos-Caminhos-de-Aruanda/320755374773241?fref=ts

QUEBRA DA CORRENTE MEDIÚNICA:

               É imperiosa a conscientização de todos os participantes dos trabalhos práticos de Umbanda, buscando-se sempre o objetivo maior de quaisquer ritualismos, que são a coesão e a uniformidade da corrente, e, assim, mantendo-se a sustentação vibratória pelo intercâmbio mediúnico superior. Na maioria das vezes, quando ocorre “quebra” de corrente, verificamos que alguns componentes dos trabalhos estavam desconcentrados. Em outras ocasiões, quando o medianeiro efetivamente está com interferência espiritual externa que influencia negativamente seu psiquismo, deve ser afastado “provisoriamente” dos trabalhos, para ser atendido espiritualmente, obtendo o tempo necessário para refletir sobre seu estado mental, mudando a condição psíquica e emocional que o está prejudicando como médium.

Trecho retirado: CARTILHA DO MÉDIUM UMBANDISTA
Fonte: https://www.facebook.com/PerolasRamatis?

retirado da pagina Pérolas de Ramatis

terça-feira, 19 de maio de 2015

75- MISTIFICAÇÃO



Antes de entrarmos no assunto mistificação vejamos a diferença entre Mistificação, Animismo e Mediunismo:

MISTIFICAÇÃO significa “abusar da credulidade de; enganar, iludir, burlar, lograr, embair, embaçar, trapacear”. 
MEDIUNISMO é a designação geral de todos os fenômenos psíquicos que têm por origem outros Espíritos (encarnados ou desencarnados) e que se tornam perceptíveis pela ação de um médium, pessoa que atua como “meio ou intermediário entre os Espíritos e os homens” 
ANIMISMO significa a intervenção da própria personalidade do médium nas comunicações dos espíritos desencarnados, quando ele impõe nelas algo de si mesmo à conta de mensa­gens transmitidas do Além-Túmulo.

MISTIFICAÇÃO:
As mistificações podem ser: inconscientes (involuntárias) e conscientes (voluntárias).
Diz-se que as mistificações são inconscientes ou involuntárias quando o médium não as detecta, ou seja, quando não tem noção de que estão ocorrendo. O Espírito mistificador é, em geral, ardiloso, astuto e, de modo proposital, tenta enganar o médium.  Acontece pela inexperiência, ingenuidade, invigilância, amor próprio exagerado, à preguiça mental, e também ao excesso de confiança dos médiuns ou falta de estudo do médium, como também dos demais integrantes da equipe mediúnica.

Nas mistificações conscientes ou voluntárias a comunicação é elaborada pela própria vontade do médium com a intenção de enganar, de burlar. Em alguns casos poderá até ser ajudado por Espíritos enganadores e malévolos, com os quais se afiniza. Mas o autor intelectual da mensagem é o médium que se dispôs a mentir e enganar.
A mistificação experimentada por um médium, explica Emmanuel, traz sempre uma finalidade útil, que é a de afastá-lo do amor-próprio, da preguiça no estudo de suas necessidades próprias, da vaidade pessoal ou dos excessos de confiança em si mesmo, razão pela qual não ocorre à revelia dos seus mentores mais elevados, que, somente assim, o conduzem à vigilância precisa e às realizações da humildade e da prudência no seu mundo subjetivo. (O Consolador, questão no 401.) 
http://www.umbandacomamor.com.br/espiritismo/mistifeanimis.html  




Todos os médiuns podem ser mistificados?

A mistificação mediúnica ainda é proble­ma que requer minucioso estudo e análise isentos de qual­quer premeditação pessoal, porquanto nela intervém inúme­ros fatores desconhecidos aos próprios médiuns que são víti­mas desse fenômeno. A Terra ainda é um planeta em fase de ajuste geológico e de consolidação física; a sua instabilidade material é profundamente correlata à própria instabilidade espiritual de sua humanidade. Em conseqüência, ainda não podeis exigir o êxito absoluto no intercâmbio mediúnico entre os "vivos" e os "mortos", pois que depende muitíssimo do melhor entendimento evangélico que se puder manter nessas relações espirituais. Só os médiuns absolutamente credenciados no serviço do Bem, e assim garantidos pela sua sintonia à faixa vibratória espiritual de Jesus, é que real­mente poderão superar qualquer tentativa de mistificação partida do Além-Túmulo. Na verdade, os agentes das som­bras não conseguem interferir entre aqueles que não se des­cuidam de sua conduta espiritual e se ligam às tarefas de socorro e libertação dos seus irmãos encarnados.

A mistificação poderia significar descuido ou indiferença dos seus guias espirituais?

Ela é fruto de circunstâncias naturais cria­das pelo medianeiro, ou do descuido daqueles que ainda ima­ginam a comunicação/manifestação espiritual como um espetáculo para impressionar o público. O Espírito mistificador sempre aproveita o estado de alma, a ingenuidade ou a vaidade do médium para então mis­tificar. No entanto, podemos vos assegurar que a mistificação não acontece à revelia dos mentores do médium, embora eles não possam ou não devam intervir, tudo fazendo para que os seus intérpretes redobrem a vigilância e acuidade psíquica, a fim de se fortalecerem para o futuro.Na verdade, a maioria das mistificações deve-se mais ao amor próprio exagerado, à preguiça mental, e também ao excesso de confiança dos médiuns no intercâmbio tão com­plexo e manhoso com o plano invisível, em que se abando­nam displicentemente à prática de sua faculdade mediúnica.

 A mistificação, poderia ter por objetivo principal extinguir a vaidade do próprio médium?

Os mentores de alta estirpe espiritual nunca promovem qualquer acontecimento deliberado de mis­tificação mediúnica; e não o fariam mesmo que pudesse servir de advertência educativa para o médium vaidoso. O próprio médium é que oferece ensejo para a perturbação ou a presen­ça indesejável no seu trabalho. Algumas vezes a base da misti­ficação é cármica, e por isso o médium não consegue livrar-se dos adversários pregressos, que o importunam a todo momen­to, procurando mistificá-lo de qualquer modo e dificultar-lhe a recuperação espiritual na tarefa árdua da mediunidade.
Não cremos que a vaidade dos médiuns desapareça só porque sejam vítimas da mistificação coletiva. Em geral, quando eles comprovam que foram iludidos pelos desencarna­dos, sentem-se profundamente feridos no seu amor-próprio e então se revoltam contra a sua própria faculdade mediúnica. E assim, em muitos casos, o médium mistificado e revoltado pela decepção de ter sido humilhado na mistificação, mais rapida­mente desiste da tarefa mediúnica que o ajudava a amortizar (aliviar, diminuir)  a dívida cármica, terminando por corresponder exatamente aos propósitos maquiavélicos dos seus perseguidores do Além.
Alguns médiuns já abandonaram a prática mediúnica, alegan­do que foram traídos na sua boa intenção e não receberam o devido adjutório do Alto, o que lhes seria justo esperar.
São raros os que admitem, sem quaisquer susceptibili­dades, que dia mais ou dia menos podem ser mistificados, não por culpa dos seus mentores, mas pela imprudência, pelo descaso, vaidade ou interesse utilitarista com que às vezes são dominados, oferecendo ensejos para a infiltração de espíritos levianos, irresponsáveis e malévolos no exercício de sua mediunidade.
Os desocupados do Além-Túmulo espreitam astutamente qualquer brecha vulnerável que se faça no caráter do médium ou perturbação no seu trato com a família amiga ou ambiente de trabalho, para assim inter­ferirem durante a queda na freqüência vibratória espiritual e lograrem a mistificação que depois desanima, decepciona ou enfraquece a confiança. A mistificação ainda significa determinada cota de sacrifício na prática mediúnica, assim como acontece em certas profissões humanas, seja a enge­nharia, a advocacia ou a medicina, em que os seus profissio­nais, com o decorrer do tempo, vão eliminando gradativamente os equívocos dos primeiros dias, até se firmarem defi­nitivamente na sua tarefa profissional.

 Qual o meio mais eficiente para o médium livrar-se das mistificações dos desencarnados?

Sem dúvida é a sua conduta moral e inte­gração incondicional aos preceitos sublimes da vida espiri­tual superior. Se o médium pautar todos os seus atos e subor­dinar seus pensamentos à diretriz doutrinária do Cristo-Jesus, ele há de se ligar definitivamente às entidades superio­res responsáveis pelo desenvolvimento da humanidade terre­na, que o imunizarão contra os espíritos maquiavélicos. A paciência, a bondade, o desinteresse, a renúncia, a humilda­de e o amor são as virtudes que atraem os espíritos bons e sinceros, absolutamente incapazes de agir de modo capcioso ou com intenções subversivas.
A desculpa de certos médiuns de que, apesar de sua boa intenção no serviço mediúnico, foram mis­tificados, não é suficiente para os livrar dos espíritos maquia­vélicos, galhofeiros e inescrupulosos, que operam contra todas as criaturas interessadas na libertação do homem. Muitos médiuns, apesar de bem intencionados, são no entanto vaido­sos, ingênuos, ignorantes, fanáticos ou excessivamente perso­nalistas, oferecendo ensejo para os desencarnados perversos os perturbarem no intercâmbio mediúnico. Os espíritos saga­zes, maus e pervertidos pouco se importam com a boa inten­ção dos encarnados; interessa-lhes unicamente descobrir o defeito moral, a ingenuidade mental ou a confiança tola daqueles que se entregam ao serviço superior. Não é bastante ao médium visualizar um objetivo bom, para então livrar-se de qualquer mistificação do Além. É preciso que ele com­preenda que os espíritos astutos, capciosos e cruéis ainda gozam da regalia de ser invisíveis.

 Porventura o guia deixa de intervir a favor do seu médium, no caso da mistificação?

Os caprichos, as teimosias, a preguiça, a negligência e os descasos espirituais, que significam os pecados dos seres, Deus os tolera porque representam as fases do processo evo­lutivo, em, cuja luta heróica eles vão tomando conhecimento de si mesmos e desfazendo-se dos prejuízos e equívocos que retardam a ascese angélica (evolução do homem- nota blogueira).
O homem deve decidir conscien­temente sobre aquilo que já o satura na vida transitória material, pois a sua libertação das ilusões da carne deve ser efetuada sem violências ou imposições draconianas, que somente o empurram para a frente, mas não o esclarecem.
           Assim como não vos é possível cultivar flores formosas sem que primeiramente sepulteis suas raízes no solo adubado com detritos repugnantes, o espírito do homem também só desenvolve os seus poderes e alcança sua glória angélica depois de fixar-se no seio da matéria inferior dos mundos planetários. Os equívocos, as mistificações e as contradições espirituais de muitos médiuns ainda são frutos dos seus deslizes e imprudên­cias cometidas no passado, quando feriram as mesmas almas que hoje os mistificam e se desforram do Além-Túmulo. A mis­tificação, nesse caso, é apenas o efeito da Lei do Carma, em que, embora a "semeadura seja livre, a colheita é obrigatória".

 O médium poderia livrar-se da mistifi­cação com o afastamento dos espíritos mistificadores?

Trata-se de um problema que não será solucionado com o simples afastamento dos espíritos mistifi­cadores de junto dos médiuns, de vez que esse afastamento depende da renovação moral dos médiuns e do seu sincero perdão àqueles que lhes atuam prejudicialmente. Conforme já vos temos lembrado, as moscas se afastam devido à cura das feridas e não pelo seu incessante enxotamento. Geralmente o médium é mistificado pelos seus velhos comparsas, vítimas ou algozes do passado. Por isso, deve demonstrar a sua sincera humildade e o seu amor àqueles que o ferem, tanto quanto ele os feriu outrora.
Os espíritos adversos, do passado, obtêm maior êxito na sua empreitada malfeitora quando suas vítimas estão onera­das pela mediunidade de "prova", o que lhes toma o perispí­rito mais devassado para o "lado de cá" e facilita a infiltração obsessiva. Eles procuram incentivar a vaidade, o amor pró­prio, o capricho, o orgulho, a falsa modéstia e demais defeitos que possam exaltar a personalidade do médium, o qual, mui­tas vezes, valoriza demais a sua faculdade, deixando-se vencer pelo delírio da auto-suficiência e impermeabilizando-se às intuições benfeitoras do seu guia. Alguns médiuns impruden­tes e vaidosos rejeitam quaisquer advertências alheias, assim como confundem a humildade com a sua própria ignorância. Assim tomam-se petulantes e se deixam dominar pelo "puro animismo", pela auto exaltação e não escondem o despeito contra aqueles que ousam duvidar de sua mediunidade.
Não tardam em perturbar a harmonia do ambiente que freqüentam e o tomam um clima de constrangimento e ansiedade, facilitando a divisão ‘entre as pessoas’( nota blogueira). Quando não recebem a lisonja de que se julgam merecedores, ou os demais companheiros subestimam-lhes o prestígio e o teor das mensagens do Além-Túmulo, eles então se mudam com armas e bagagens para outro ambiente espiritista, a fim de encontrar a com­pensação desejada.
Com essa mudança insatisfeita, que é fruto da inconfor­mação e do anonimato, a faculdade mediúnica perde então a sua fluência natural e domina o animismo incontrolável ou a fascinação sorrateira das sombras. A impaciência, a indis­ciplina e a desforra terminam por desencorajar os próprios guias do médium, que não podem consumir o seu precioso tempo junto de quem só se preocupa com o seu prestígio pessoal em detrimento do serviço benfeitor ao próximo.


Fonte: MEDIUNISMO, pelo espirito Ramatis, Psicografia de Hercílio Maes, Curitiba, 20 de agosto de 1960.